SEGURANÇA – Edificações Prediais
Autor: IBRASEM
"O mundo está cheio de coisas óbvias que ninguém jamais observa."
(Sherlock Holmes)
A proteção de pessoas e bens nas instalações prediais é um desafio que a cada dia torna-se mais complexo. A Segurança Privada (Empresarial) tem por escopo a proteção de pessoas, bens e instalações visando a não ocorrência de fatores indesejados que venham a criar ameaças ou fatos criminosos. Freqüentemente tem sido observado que instalações prediais, são alvo dos ataques de criminosos.Não há como estabelecer programas de "segurança total", porém é preciso repensar nos atuais modelos no que tange a sua efetiva função.
Câmeras não são feitas para impedir crimes. Trata-se de instrumento passivo com finalidade de "registro do Fato" (Isso se considerando que a instalação de CCTV, reúne condições de identificação biométrica e facial, e não apenas imagens tremidas e escuras de "vultos") e que poderá servir para uso das autoridades de policia judiciária.No que tange a presença de vigias e vigilantes, também é preciso reconhecer as limitações do sistema.Trata-se de categoria profissional quase que totalmente alocada por prestadores de serviço, num segmento confuso onde não raro, empresas "desaparecem", deixando seus empregados em difícil situação econômico-financeiro ( sem esquecer que muitas vezes, o Vigilante vive do "quebra-galho" de moradores para vales de passagem ou alimentação, que não lhe foi ainda pago pela empresa a qual presta serviços,numa situação no mínimo problemática, pois inibe ações em função da camaradagem que passa reinar no sistema de vigilância e controle...).
Em algumas situações já constatadas os Vigilantes não recebem as vantagens asseguradas por Lei (exemplo Periculosidade) e por Convenções Coletivas de Trabalho (Auxílio-Alimentação e outros) criando um quadro onde o profissional que cuida da segurança do condomínio, não tem quem cuide dele, sentindo-se então desmotivado e não raro com quadros psicológicos de revolta e frustrações.
A função de Vigilante que apresenta características personalíssimas, de acordo com o tipo de "posto" onde executa suas funções, é tratada em forma de "balcão", onde se diz quantos querem e o fornecedor de mão-de-obra manda. O preparo e reciclagem determinado por legislação, acabam por serem insuficientes para o trato de segurança condominial, onde cada condomínio edilício tem uma "cultura" que precisa ser trabalhada pelos que fazem o "dia-a-dia" da vigilância.Esse detalhe que parece dispiciendo, acaba por causar embaraços diversos, como aqueles problemas clássicos com que se defrontam os condomínios diante de furtos e roubos dos mais variados.
E economia com segurança chega em alguns casos a chamar atenção para a infantilidade de quem resolve instalar sistema de CCTV que não possui armazenamento de imagens em local fora do prédio.Já aconteceram casos onde os meliantes simplesmente levaram o computador que estava na portaria e que armazenava as imagens ! Por outro lado, não é muito difícil encontrarmos o Porteiro do lado de fora, ou junto a porta externa o que facilita sua rendição sob ameaça de armas.Em outros casos o sistema de CCTV não é efetivamente monitorado já que o Porteiro estará ouvindo rádio, em uso contínuo do celular ou até mesmo vendo televisão...
Não há como haver leniência na segurança e isso impõe aos colaboradores o dever de trabalhar mediante as normas de serviço, e atenção no trabalho, já que percebem salários para tal, não sendo tolerável a desídia durante o serviço que possam colocar em risco crianças, adultos e idosos que estejam na edificação.Apesar de seguidos ataques por quadrilhas especializadas ainda carecemos de treinamento especializado não só para porteiros, vigias e pessoal de apoio, mas também e principalmente para moradores.
Em situações onde o condomínio resolve usar "segurança clandestina"(não registrada na Policia Federal) acabam estes por ficar em maior risco, pois pessoas desqualificadas profissionalmente para o serviço (alguns até afastados de forças policiais) acabam por dominar todas as informações sobre pessoas e a estrutura do imóvel, e até mesmo a "interface" com meliantes visando o ataque ao prédio!
Os modelos protetivos de segurança predial estão a merecer um maior nível de atenção das administradoras e síndicos, e, por conseguinte dos moradores, destinatários finais da proteção para si e seus familiares.
Carlos Paiva (Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Segurança Empresarial-IBRASEM).
Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/seguranca-da-casa-artigos/seguranca-empresarial-edificacoes-prediais-6940267.html
Perfil do Autor
IBRASEM Instituto Brasileiro de Segurança Empresarial, entidade civil sem fins lucrativos de difusão e cultura para a segurança empresarial, reunindo empresas e organizações vinculadas a temática da segurança empresarial em todos os seus campos de atuação.
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